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INCLUSÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÕES

O desenvolvimento infantil é um processo complexo que envolve aspectos motores, cognitivos, sensoriais, emocionais e sociais.


 Em alguns casos, as crianças podem apresentar atrasos ou alterações que interferem na comunicação, na aprendizagem, na coordenação ou nas interações sociais.

Na Fonocom, realizamos avaliação, orientação e tratamento multidisciplinar em Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes – RJ, com foco no neurodesenvolvimento infantil.


Nossa equipe é formada por fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, musicoterapeutas, neuropsicólogos, nutricionistas e psicomotricistas, todos preparados para oferecer um cuidado completo e integrado.

DISLEXIA

A dislexia é uma dificuldade específica de aprendizagem de origem neurológica, que afeta a habilidade de reconhecer palavras de forma precisa e fluente, além da decodificação e da ortografia.
Não está relacionada à inteligência, mas sim à forma como o cérebro processa a linguagem escrita.

Os principais sinais incluem:

  • Trocas ou omissões de letras e sílabas na leitura e escrita

  • Dificuldade para associar sons às letras

  • Leitura lenta e cansativa

  • Dificuldade em compreender textos lidos

O diagnóstico precoce e o acompanhamento com fonoaudiólogo e psicopedagogo são fundamentais para promover avanços significativos a aprendizagem.

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO/ HIPERATIVIDADE (TDAH)

Para favorecer a atenção e o aprendizado de alunos com TDAH, é importante adotar estratégias simples que promovam organização, foco e movimento de forma positiva no ambiente escolar.

Mantenha o aluno próximo ao quadro e distante de janelas, portas ou outras fontes de distração. Essa posição ajuda a reduzir estímulos externos e favorece a concentração.

Combine com o aluno um “código de atenção”, um gesto ou sinal discreto que possa ser utilizado quando for necessário redirecionar o foco, como um toque leve no ombro, chamar pelo nome ou bater o lápis sobre a mesa.

Permita que o aluno realize pequenas tarefas de movimento ao longo do dia, canalizando de forma funcional sua necessidade de se deslocar. Atividades como apagar o quadro, apontar o lápis, entregar materiais ou buscar algo em outra sala podem ajudar a manter o equilíbrio entre atenção e movimento.

Divida as tarefas acadêmicas em etapas menores e mais claras, estabelecendo objetivos intermediários que tornem o processo de aprendizagem mais acessível e menos desgastante.

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

  • Nesses casos é fundamental a adaptação curricular;

  • Há necessidade de verificar o grau da deficiência para uma orientação mais adequada. É importante conhecer a criança e saber quais são suas competências para a partir daí, traçar uma proposta pedagógica. Por exemplo, alguns deficientes intelectuais alfabetizados apresentam mais  dificuldades de compreensão quando a leitura é silenciosa. Nesses casos pode-se propor a leitura em voz alta.

  • Para os que apresentam alterações da memória é importante explicar as tarefas por partes, deixando que ele realize para somente depois explicar a próxima atividade.

GAGUEIRA

  • Agir com a criança da mesma forma que com as outras.

  • Prestar atenção no que ela fala e não em como ela fala.

  • As crianças disfluentes tem dias melhores e piores: incentive a participação dela em dias fluentes e reduza as solicitações quando perceber que ela está mais disfluente.

  • Explique que o professor é um amigo e que gaguejar pode acontecer com qualquer pessoa.

  • Depois que a criança disser uma frase disfluente você pode repetir o que ela disse, para que ela tenha certeza que você entendeu e fique mais estimulada a falar mais, porém sempre aguarde que ela termine de falar antes de repetir.

  • Mantenha o “olho-no-olho” com a criança, reduza a velocidade de fala e de forma mais pausada.

  • Faça perguntas que ela possa responder com poucas palavras, se forem perguntas para toda a turma, faça para a criança com disfluência primeiro, quanto mais for o tempo de espera para ela, maior será sua tensão e preocupação. A maioria das crianças que gaguejam tem desempenho melhor lendo com um colega;

  • Saiba que a leitura em coro (com mais de uma criança) pode favorecer a fluência, portanto, a leitura em grupo pode ser uma boa estratégia.

TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM (TDL)

  • Incentive a comunicação por outras vias, para auxiliar no bom desenvolvimento cognitivo. Lembre-se, ela sabe o que quer falar, só que não consegue!

  • Auxilie na socialização com os pares. Crianças com atrasos no desenvolvimento da linguagem, podem se isolar por não conseguirem comunicar com as outras crianças.

  • Lembre-se o quanto é difícil saber o que quer, mas não conseguir dizer! Apoie seu filho/aluno! Não cobre tanto! Dê apoio emocional!

  • Adapte os materiais e provas em sala de aula!

  • Parceria entre terapeutas, família e escola é essencial!

  • Dê tempo para a criança falar! Não tenha pressa! Espere a criança concluir o seu discurso!

  • Adaptar a linguagem de modo a facilitar a compreensão e participação.

DISGRAFIA

A disgrafia é uma dificuldade relacionada ao ato de escrever, que pode envolver aspectos motores, espaciais e organizacionais da produção escrita. Crianças com disgrafia podem apresentar letras irregulares, espaçamento inadequado entre palavras ou dificuldade para organizar o texto no papel.

Antes de iniciar uma atividade de escrita, é importante que o educador ou terapeuta oriente a criança sobre aspectos motores e posturais relevantes, como a forma de segurar o lápis, a força aplicada, a postura corporal, o uso correto da linha e a estrutura do texto (início, meio e fim).

Estimular a organização verbal das ideias antes da produção escrita também é essencial. Essa prática ajuda a criança a compreender a sequência temporal do que será escrito e favorece a organização espacial no papel, contribuindo para textos mais estruturados e coerentes.

O suporte de profissionais de artes, música e educação física é um importante complemento no tratamento. Essas atividades fortalecem habilidades psicomotoras fundamentais, como coordenação motora global e fina, esquema corporal, lateralidade, ritmo, equilíbrio, controle muscular, força, velocidade e percepção visual, competências diretamente relacionadas à melhoria da escrita.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA

A comunicação com alunos com deficiência auditiva deve ser clara, respeitosa e adaptada às suas necessidades, garantindo a inclusão e o acesso à aprendizagem em igualdade de condições.

Mantenha sempre o contato visual e certifique-se de que seus lábios estejam visíveis, pois a leitura labial é um importante apoio à compreensão da fala.

Fale em um ritmo natural, com articulação clara, evitando exageros ou fala muito lenta. O tom de voz deve ser normal. Gritar não melhora a compreensão e pode até prejudicá-la, distorcendo os sons percebidos pelo aluno.

Para chamar a atenção da criança, prefira gestos gentis, como acenar ou tocar levemente em seu ombro, garantindo que ela perceba sua intenção de comunicação.

Quando o aluno utilizar LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), conte com o apoio de um intérprete, mas lembre-se: dirija-se sempre ao aluno, mantendo com ele o contato visual e o vínculo direto na conversa.

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

  • A adaptação curricular é fundamental;

  • Descubra a melhor forma de se comunicar com ele, peça orientação dos profissionais envolvidos em seu tratamento;

  • Mantenha uma rotina de aula ou avise com antecedência sobre a movimentação da turma nas diferentes áreas da escola evitando desconforto por comportamentos inadequados;

  • Utilize instruções e sinais claros, pois o autista apresenta dificuldades de perceber a intenção do outro, a sarcasmo e a linguagem fugurada;

  • Utilize muito apoio visual. As imagens facilitam o entendimento do que se quer ensinar sejam conteúdos acadêmicos ou rotinas de recreio, ida ao banheiro e outras no ambiente escolar;

  • Possibilite a resolução das tarefas por etapas;

  • Há necessidade de verificar as características da criança para uma orientação mais adequada. É importante conhecer quais são suas competências para a partir daí traçar uma proposta pedagógica, pois cada autista é diferente do outro.

APRAXIA DE FALA NA INFÂNCIA (AFI)

  • Incentive a comunicação por outras vias além da oralidade, para auxiliar no bom desenvolvimento cognitivo. Lembre-se, ela sabe o que quer falar, só que não consegue!

  • Lembre-se o quanto é difícil saber o que quer, mas não conseguir dizer! Apoie seu filho/aluno! Não cobre tanto! Dê apoio emocional!

  • Adapte os materiais e provas em sala de aula!

  • Parceria entre terapeutas, família e escola é essencial!

  • Dê tempo para a criança falar! Não tenha pressa! Espere a criança concluir o seu discurso!

  • Estabeleça uma rotina. Ajude a criança a se organizar!

DISFUNÇÃO DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL (DIS)

  • O perfil sensorial da criança irá ditar as regras no que tange as orientações de inclusão desses indivíduos. É de extrema importância a avaliação com terapeuta ocupacional capacitado e acompanhamento na abordagem de  integração sensorial.

ATRASO DE LINGUAGEM

  • Para que a criança possa desenvolver sua linguagem de forma satisfatória ela precisa estar exposta às experiências linguísticas que recebe do meio social;

  • Estímulos por meio de música, brincadeiras sensoriais, dos diversos sons dos objetos, nos primeiros meses até por volta dos seis meses, junto com o afeto que se faz presente nessa relação são fundamentais também nesta etapa;

  • Evitar a exposição exagerada a brinquedos eletrônicos, dar prioridade a brincadeiras com trocas entre os pares e que propicie a interação entre eles. Brincadeiras de faz de conta também são importantes.

  • Conversar com a criança, nomear objetos de seu interesse, partes do corpo durante o banho, nomear os alimentos durante a alimentação;

  • Evitar os diminutivos ao conversar com a criança, da mesma forma, deve-se evitar falar errado com elas.

​Rua Aurélio de Figueiredo 330,

sala 308, Campo Grande, RJ.

​Rua Antônio Batista Bitencourt,

45, sala 204, Recreio, RJ.

Contato:

(21) 99484-9543 

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