Nursery Play

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Newborn

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Physiotherapy

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Crescimento e desenvolvimento infantil

 

Crianças crescem e se desenvolvem muito rápido. Um bebê de um mês para o outro muda muito seu comportamento e habilidades, por isso observar uma criança de perto é fundamental. O acompanhamento pediátrico é crucial, pois o médico verifica todo o processo de crescimento como o peso, perímetro cefálico (tamanho da cabeça) e altura, além de toda avaliação clínica, porém vale lembrar que crescimento não é sinônimo de desenvolvimento. O crescimento se refere basicamente a mudanças na quantidade de alguma coisa, já o desenvolvimento se refere a mudanças ao longo do tempo, na estrutura, no pensamento e no comportamento, por exemplo, e acontecem sob influência biológica e do ambiente, isto é, dependem de fatores externos e internos.

 

A observação atenta de quem acompanha a criança e o conhecimento acerca do desenvolvimento infantil fazem total diferença, visto que este conhecimento favorece os estímulos adequados e a busca por ajuda especializada, quando necessário. Para exemplificar, vamos falar de um bebê ao longo de seu primeiro ano de vida. Nessa fase, a criança aprende a sentar, rolar, ficar em pé, emitir sons e andar com apoio, alguns até andam sozinhos e começam a falar, porém, para que tudo isso ocorra é necessário que haja estímulo e oportunidade. O bebê não aprenderá a rolar se estiver sempre no colo, no carrinho ou no bebê conforto e não aprenderá a falar se as pessoas não falarem com ele. Muitas vezes a falta de oportunidade não favorece o desenvolvimento adequado.

 

Mães, pais e cuidadores por vezes têm medo de expor as crianças a ficarem no chão, demoram para oferecer objetos para as crianças explorarem e tardiam demais o desenvolvimento da autonomia delas, julgando que são incapazes de comer sozinhas, por exemplo. Esse tipo de atitude não favorece o desenvolvimento infantil. Precisamos ter em mente que somos nós os mediadores dos processos de aprendizagem da criança e necessitamos dar espaço, incentivar, estimular e ensinar a brincar e reagir conforme as demandas sociais. Por exemplo, antes de 1 ano já é possível que o bebê compreenda e execute movimentos simples como dar tchau, mas se não for incentivado,  poderá não ocorrer ou ocorrer mais tardiamente.

 

O desenvolvimento infantil é cumulativo, complexo  e inter-relacionado entre áreas: aspectos motores, linguísticos, cognitivos  e sócio-emocionais. O que queremos dizer sobre esse acúmulo, complexidade e inter-relação é que se há dificuldade motora, a criança explorará menos o ambiente, o que acarretará em menos experiência e consequentemente menos desenvolvimento cognitivo-linguístico. Por outro lado, se fala pouco, poderá haver prejuízo social, e assim por diante. Por isso, nunca devemos ignorar um atraso nos diversos eixos do desenvolvimento infantil. É sabido que existem fases para cada marco e que algumas crianças são mais rápidas e outras precisam de mais tempo, porém é necessário ser prudente, investigar o atraso e receber orientação especializada de como favorecer o desenvolvimento. Caso tenha dúvidas sobre o desenvolvimento da criança, procure um especialista: o fonoaudiólogo, psicopedagogo, o psicomotricista e muitos outros profissionais especializados no desenvolvimento infantil podem orientar, auxiliando no desenvolvimento de forma plena, pois afinal de contas, não basta crescer, tem que desenvolver!

 

Texto escrito pela fonoaudióloga e psicopedagoga Roberta Angelo da equipe FONOCOM.

 

Para exemplificar, nossa equipe esclarece e informa sobre alguns marcos do desenvolvimento em diversos eixos até os 2 anos de idade. Fique ligado!

 

3-6 MESES:

Controla a cabeça e se vira na direção do som.

 

6-9 MESES:

Senta sem apoio, brinca de maneira mais compartilhada e menos sozinha, entende o NÃO, fala várias combinações de sons, localiza os sons para os lados e para baixo, rola sozinha, engatinha, fica em pé com apoio e leva os alimentos à boca.

 

9-12 MESES:

mostra objetos e presta atenção, imita gestos, sílabas e outros sons como dos animais, por exemplo. Começa a andar com apoio e a dar e pegar objetos.

 

12-18 MESES:

Aprende a andar até os 15 meses. Desenvolve um vocabulário de 20 a 40 palavras, entende ordens familiares e simples. Salta nos pés, sobe e desce escadas com apoio e puxa objetos pela corda.

 

2 ANOS:

Apresenta um vocabulário de 50 a 200 palavras, segue instruções simples e forma frases com até 3 palavras. Encaixa e empilha blocos sem dificuldades, gira maçanetas e abre portas, rabisca com giz de cera ou lápis jumbo, sobe na cadeira e senta sozinha, enche e esvazia recipientes com areia ou líquidos.